Flamengo quintuplicou investimentos nas Categorias de Base desde 2013

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Vinicius Junior durante treinamento no Ninho do Urubu (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Vinícius Jr, Lucas Paquetá, Reinier, Léo Duarte… Não faltam exemplos de bons jogadores revelados pelo Flamengo nos últimos anos, como fruto do trabalho desenvolvido nas categorias de base. Hoje, os “Garotos do Ninho” contam com uma estrutura de primeiro mundo e, em 2019, receberam um investimento de R$ 44,123 milhões, o que representa um aumenta percentual de 438% desde o 2013, de acordo com os números dos demonstrativos financeiros do Flamengo.

Na demonstração financeira referente à temporada de 2019, explica-se que os custos de R$ 44 milhões são os gastos diretamente relacionados com a formação de atletas no ano, como “alojamentos, alimentação, transporte, educação, vestuário, assistência médica e comissão técnica”, entre outros.

Desde 2014, segundo ano da gestão do presidente Eduardo Bandeira de Mello, o aumento nos custos com formação de atletas é gradual. Neste ano citado, foi de R$ 8,195 milhões – confira abaixo, ano a ano, os custos segundo os balanços.

Atualmente, as divisões de base trabalham no Módulo 1 do CT George Helal, o Ninho do Urubu, que atendeu o elenco profissional do Fla até 2018. São dois campos oficiais, campo de treinos para goleiros e dois prédios com cozinha industrial, 24 suítes para concentração e vestiários, entre outras facilidades.

VENDAS SUPERAM – E MUITO – OS INVESTIMENTO RECENTES

Formar bons jogadores para o time profissional, os quais contribuam para as conquistas esportivas – ou seja, títulos -, é o principal objetivo das divisões de base do Flamengo. Contudo, o lado financeiro não pode ser deixado de lado.

Desta forma, o clube também obteve sucesso nos últimos anos. Dois jogadores revelados pelo clube, por exemplo, foram vendidos por um valor superior ao investido na formação de atletas entre 2013 e 2019 – cerca de R$ 145 milhões.

Vinícius Júnior, em 2017, foi negociado com o Real Madrid, da Espanha, por R$ 150,4 milhões. Lucas Paquetá, no ano seguinte, foi vendido ao Milan, da Itália, por R$ 150 milhões. Em 2019, a transferência de Reinier se aproximou do valor: R$ 136 milhões desembolsados pelo clube merengue pelo jovem meia do Fla.

Jorge (R$ 29 milhões), Felipe Vizeu (R$ 20 milhões), Jean Lucas (R$ 34 milhões) e Léo Duarte (R$ 41 milhões) são outros exemplos de garotos formados no Ninho do Urubu que renderam frutos esportivos e financeiros ao clube recentemente.

Ano a ano, o investimento do Flamengo em formação de atletas desde 2013:

  • 2013 – R$ 8,195 milhões
  • 2014 – R$ 7,406 milhões
  • 2015 – R$ 10,526 milhões
  • 2016 – R$ 16,652 milhões
  • 2017 – R$ 23,832 milhões
  • 2018 – R$ 35,201 milhões
  • 2019 – R$ 44,123 milhões

Retirado de: Lance

4 COMENTÁRIOS

  1. Estão incluídos aí os jogadores comprados para atuarem nas categorias de base? Certo?
    Os 8 ou 7 dos primeiros anos do Bandeira são custos com infraestrutura, não misturem, até mesmo por que não é um valor que se gasta todo ano, pois após a construção vem a manutenção que também é cara, mas não tanto como a construção.
    Comprar jogadores para vender, este deve ter sido o motivo do aumento nos últimos anos, senão seria inexplicável.

    • Realmente, creio que a matéria esteja incompleta. Vc tocou nos pontos fundamentais desta reportagem.

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