Coordenador médico da CBF rejeita punição para quebra de protocolo

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Sede da CBF no Rio de Janeiro (Foto: Cahê Mota/Globo Esporte)

As comemorações de São Paulo e América-MG, na última quarta-feira, após as respectivas classificações para as semifinais da Copa do Brasil, causaram polêmica. O técnico Fernando Diniz foi, sem máscara, cumprimentar torcedores são-paulinos do lado de fora do Morumbi, enquanto Lisca se aglomerou com a torcida americana ao sair do Independência.

Apesar de descumprirem o protocolo da CBF, nenhum dos dois deve receber qualquer tipo de punição. Segundo o doutor Jorge Pagura, coordenador médico da entidade, os clubes são responsáveis pelas ações dos atletas, dirigentes e treinadores.

“A CBF cuida dos campeonatos e das suas regras. Os clubes tem que cuidar da proteção os próprios atletas, dirigentes e comissão técnica. Às vezes ele consegue segurar o atleta, às vezes não, e ele que tem que passar essa orientação para seguir um protocolo. No fundo, o prejuízo é do clube. O protocolo foi uma experiência totalmente nova, e a gente não tem isso estipulado como uma situação punitiva. Fazemos nossos bloqueios aonde nos compete. Nós notamos um aumento da curva de COVID-19 no país e mandamos um alerta para os clubes. Nós não temos hoje, em termos de legislação esportiva, algo para fazer uma punição, porque a gente espera que cada um mantenha sua responsabilidade”, disse Pagura ao programa “Gazeta Esportiva”, da TV Gazeta.

O coordenador médico da CBF também comentou sobre o caso de Matías Viña, lateral-esquerdo do Palmeiras que foi diagnosticado com covid-19 ao se apresentar na seleção uruguaia. Segundo a imprensa local, o jogador teria trazido a doença do Brasil e contaminado alguns de seus companheiros.

Jorge Pagura, no entanto, não acredita que o futebol brasileiro tenha qualquer participação na situação, e citou o teste positivo de Gabriel Menino, também do Alviverde, para justificar a opinião.

“Saiu do mesmo forno o Viña e o Gabriel Menino. Nós, felizmente, com toda a preparação da Granja Comary, para se ter ideia até acrílico tem para separar os jogadores nos refeitórios, não tivemos nenhum caso na Seleção Brasileira. Tivemos o Gabriel Menino, com um teste que chegou lá na segunda-feira, na quarta-feira testou positivo e foi liberado. Depois, nós testamos antes do jogo, no sábado, no domingo e no Uruguai. Felizmente, até o momento, nós não vimos nada. Então, pode ter sido uma coincidência”,

“Hoje mesmo nós tivemos uma reunião com o Comitê Médico da Conmebol e vi uma foto de nove jogadores do Uruguai sentados, sem máscara e conversando. Tem que avaliar dentro do clube, a CBF cuida do campo, não entra ninguém sem inquérito epidemiológico e sem medir a temperatura. E todos aqueles que participam sem máscara do evento, que são jogadores, árbitros e técnicos, estão testados e negativados. O controle é extremamente rígido”, completou.

Gabriel Menino foi convocado por Tite para representar a Seleção Brasileira nos duelos contra Venezuela e Uruguai, pelas Eliminatórias Sul-Americanas. O lateral-direito, no entanto, foi cortado após testar positivo para o vírus.

Retirado de: ESPN

8 COMENTÁRIOS

  1. concordo com o médico isso quem tem que tomar providências é o clube mesmo respondendo o amigo a CBF serve pra organizar os campeonatos que lhe pertence e os clubes aceita tudo caladinho sem lê o regulamento e depois ficam chorando inclusive o Flamengo.

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