Infecção ajudou De la Cruz a se destacar no Flamengo

Nicolás de la Cruz em treino do Flamengo (Foto: Marcelo Cortes/Flamengo)

O meio-campista uruguaio De la Cruz, tornou-se o centro das atenções após suas boas atuações pelo Flamengo. Contratado pela soma recorde de 16 milhões de dólares (cerca de R$79 milhões) na última janela de transferências, o jogador superou um início tímido para se estabelecer como elemento crucial no esquema tático do técnico Tite. Sua ascensão coincidiu com um momento delicado para a equipe, marcado pela ausência de Gerson, que sofreu uma infecção renal, forçando mudanças significativas na formação do time.

Inicialmente, Tite experimentou um meio de campo composto por Pulgar, Gerson, De la Cruz e Arrascaeta, com De la Cruz atuando como um armador pela direita. No entanto, as primeiras performances do time não convenceram, especialmente após encontros desapontadores contra Vasco e Botafogo, levando a questionamentos sobre a eficácia do esquema proposto. A situação começou a mudar após vitórias contra Volta Redonda e Bangu, que, embora não tenham sido totalmente convincentes, abriram caminho para uma reconfiguração tática decisiva devido à ausência de Gerson.

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Com Gerson de fora, De la Cruz foi reposicionado como segundo homem do meio de campo, uma mudança que revitalizou o Flamengo. A objetividade e velocidade de De la Cruz, contrastando com o estilo mais cadenciado e físico de Gerson, trouxeram uma nova dinâmica ao time. Não se destacando necessariamente por assistências ou gols, mas sim pela capacidade de “carregar o piano”, De la Cruz demonstrou sua importância com estatísticas impressionantes: 19 passes decisivos, 48 bolas recuperadas e 80% de sucesso nos dribles, segundo o Sofascore.

Esse novo papel de De la Cruz levanta uma questão intrigante sobre como Tite reintegrará Gerson à equipe sem deslocar o uruguaio de sua posição de destaque. A ausência de Gerson, prevista para durar até três meses, desafia o técnico a manter o equilíbrio tático da equipe, especialmente considerando seu retorno ao esquema com dois pontas, uma formação que Tite favoreceu desde sua chegada ao clube.

Enquanto isso, a situação de Luiz Araújo como ponta titular permanece sob analise. Apesar de sua contribuição defensiva ser reconhecida, especialmente na evolução de Varela neste início de temporada, suas atuações ofensivas têm sido questionadas. A experiência de Gerson jogando como um meia mais ofensivo pela direita, onde se destacou, especialmente na estreia de Tite, sugere possíveis ajustes táticos futuros.

Neste contexto de expectativas e adaptações, o Flamengo se prepara para enfrentar o Fluminense no clássico carioca, marcado para sábado (17), às 21 horas (horário de Brasília), no Maracanã. A partida, válida pela volta da semifinal do Carioca, apresenta o Flamengo com uma vantagem confortável após a vitória por 2 a 0 no jogo de ida. Com o título da Taça Guanabara já garantido, a equipe rubro-negra tem a possibilidade de avançar para a final mesmo perdendo por até dois gols de diferença, evidenciando a fase promissora que vive sob a influência de De la Cruz.