Apresentado como novo coordenador técnico do Grêmio, Luiz Felipe Scolari comentou sobre a possível chegada de Carlo Ancelotti ao comando da seleção brasileira. Durante a entrevista coletiva realizada nesta terça-feira (29), o ex-treinador da Seleção elogiou abertamente o técnico italiano, cuja chegada está prevista para junho, conforme informações da CBF.
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“Se ele vier a treinar o Brasil, será muito bem recebido. Aliás, vamos tratá-lo como ele merece”, afirmou Felipão, destacando as qualidades humanas e profissionais de Ancelotti. “Pelo que eu conheço do Carlo, é um técnico espetacular e uma pessoa espetacular”, completou. Segundo o coordenador, não faz sentido restringir a seleção a treinadores brasileiros, uma vez que o intercâmbio internacional é comum e benéfico para o futebol.
Ao abordar as críticas à escolha de um técnico estrangeiro, Felipão minimizou a resistência e recordou sua própria trajetória. Ele lembrou de suas experiências à frente das seleções do Kuwait e de Portugal, além das passagens por clubes na China, Japão e Inglaterra. “Essa reserva de mercado, acho bobagem. A condição de trabalho da pessoa, se é boa aqui, é boa na China, no Japão e em qualquer lugar”, destacou.
A fala de Scolari ocorre em meio aos ajustes finais entre CBF e Ancelotti. O treinador do Real Madrid já teria dado seu aval à entidade brasileira, e a expectativa é de que desembarque no país no dia 26 de maio (horário de Brasília). Nos bastidores, a negociação segue sendo conduzida diretamente entre Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, e representantes do treinador.
Além da recepção calorosa, Felipão reforçou que a Seleção precisa estar aberta ao melhor profissional, independentemente da nacionalidade. “Não temos que ter medo de ninguém se somos bons ou aprendemos com quem é melhor”, opinou. O posicionamento reforça a necessidade de aprendizado constante no cenário competitivo atual.
Luiz Felipe Scolari foi o último treinador a conquistar uma Copa do Mundo pelo Brasil, em 2002. Posteriormente, reassumiu o comando da Seleção em 2012 e esteve à frente do time na campanha do Mundial de 2014, marcado pela derrota para a Alemanha. Atualmente, sua função no Grêmio será restrita ao setor administrativo, dando autonomia total ao técnico Mano Menezes.