Corinthians: atualização no pedido de impeachment de Augusto Melo

Augusto Melo - Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Augusto Melo - Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

O presidente do Corinthians, Augusto Melo, enfrenta um novo pedido de impeachment protocolado nesta segunda-feira (05). O autor é o conselheiro Paulo Roberto Bastos Pedro, integrante do CORI (Conselho de Orientação), que formalizou a solicitação ao Conselho Deliberativo do clube. Esse é o terceiro pedido registrado contra o dirigente desde o início de sua gestão.

A petição baseia-se, sobretudo, na reprovação das contas referentes ao exercício de 2024. Conforme o documento, a rejeição ocorreu tanto por parte dos conselheiros quanto pelo Conselho Fiscal e pelo próprio CORI. O principal ponto de crítica é o déficit de R$ 181,8 milhões, além do aumento da dívida, que elevou o passivo corintiano para R$ 828 milhões.

Entre os fundamentos apresentados para justificar o pedido, estão o descumprimento de prazos legais para a publicação dos balancetes e a ausência de processos estatutários para contratações, como as das empresas de segurança. O conselheiro Paulo Pedro destacou também a falta de uma revisão orçamentária, a não apresentação de relatório da empresa Ernst & Young e a escassez de informações ao CORI sobre a gestão.

Além disso, a conduta do presidente na gestão de contratos do futebol e do programa Fiel Torcedor com a empresa OneFan também foi citada. A petição aponta a omissão na apuração de responsabilidades de dirigentes e o descompasso com normas da Lei Geral do Esporte e do Profut como agravantes.

O pedido foi redigido no domingo (04) e protocolado no dia seguinte. A diretoria do Corinthians tomou conhecimento da movimentação apenas na manhã desta segunda-feira, mas ainda não se manifestou publicamente sobre o caso.

Anteriormente, Augusto Melo já havia enfrentado dois processos semelhantes. O primeiro reuniu mais de 90 assinaturas para votação, enquanto o segundo foi recomendado pelo CORI no fim do ano passado. A votação de admissibilidade deste último foi aprovada por margem apertada: 126 votos a favor e 114 contra.