Comandado por José Boto desde a chegada de Luiz Eduardo Baptista à presidência, o departamento de futebol do Flamengo encerrou a temporada com uma conquista de peso. No sábado (29), o clube venceu o Palmeiras por 1 a 0 em Lima e garantiu o tetracampeonato da Libertadores. Essa foi a terceira taça do dirigente português no cargo, que anteriormente havia levantado a Supercopa do Brasil e o Campeonato Carioca.
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A vitória rubro-negra teve um sabor especial para Boto, pois foi conquistada justamente diante de Abel Ferreira, seu conterrâneo e principal nome entre os treinadores portugueses em atividade no Brasil. O confronto entre os dois clubes já vinha sendo recorrente em decisões nos últimos anos, e o dirigente aproveitou o momento para relembrar uma declaração feita ainda no início do seu trabalho no Ninho do Urubu.
“O que levou o Flamengo à taça? Muito trabalho, muito sacrifício. Na quarta, vamos ter mais. E como eu disse quando cheguei: que ia acabar com a hegemonia dos treinadores portugueses no Brasil”.
Aliás, desde sua contratação, Boto enfrentou resistência de parte da torcida e da imprensa, que questionaram sua contratação e o consideravam uma aposta arriscada da nova gestão. Contudo, os resultados em campo e as contratações feitas ao longo do ano contribuíram para reverter essa visão inicial. Afinal, além do desempenho esportivo, a estrutura de planejamento foi destacada pelo próprio dirigente.
“(Planejamento) já começou antes, está tudo encaminhado. A partir de quarta-feira a gente conversa disso”.
Enquanto isso, o time de Filipe Luís pode conquistar mais um título na temporada. Caso vença o Ceará na quarta-feira (03), em casa, o Flamengo também será campeão brasileiro. A partida está marcada para às 21h30 (horário de Brasília).
A postura firme de Boto em relação à influência estrangeira nos bancos de reservas não é nova. Ao longo do ano, ele já havia demonstrado incômodo com a valorização excessiva dos técnicos portugueses no cenário nacional, especialmente com Abel Ferreira, que acumulava títulos e prestígio no futebol brasileiro.
Embora tenha evitado entrar em detalhes sobre o futuro de jogadores em fim de contrato, como Filipe Luís, o dirigente deixou claro que as definições já estão em andamento. O foco, segundo ele, está em manter o clube competitivo e com processos internos alinhados a um planejamento de longo prazo.
Portanto, com a conquista da Libertadores e a possibilidade de encerrar o ano com mais um título, o Flamengo vive um momento de afirmação institucional sob o comando de José Boto, que faz questão de marcar sua presença no cenário nacional — ainda que isso venha acompanhado de alfinetadas públicas a seus compatriotas.

















