A celebração pelo tetracampeonato da Libertadores do Flamengo, realizada neste domingo (30) no Centro do Rio de Janeiro, terminou em confronto entre torcedores e forças de segurança. Apesar da atmosfera festiva ao longo do dia, a dispersão do público foi marcada por tumultos, uso de bombas de efeito moral e balas de borracha por parte da Polícia Militar.
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O conflito principal ocorreu já no encerramento da festa. No momento em que o trio elétrico com os jogadores se aproximava do ponto final, na Avenida Presidente Antônio Carlos, o público foi direcionado a uma área estreita para dispersão. Nesse instante, grades de contenção foram derrubadas, e a situação rapidamente saiu do controle. A Polícia Militar reagiu com armamento de menor potencial ofensivo para conter o avanço dos rubro-negros.
Em nota oficial, a corporação explicou o motivo da intervenção: “Alguns torcedores tentaram ultrapassar a barreira de contenção estabelecida para garantir o deslocamento seguro da comitiva de jogadores. […] A Polícia Militar empregou instrumentos de menor potencial ofensivo, de forma proporcional e gradativa, para restabelecer a ordem”.
A confusão se estendeu por outras áreas do Centro, atingindo pontos como a Carioca e a Cinelândia. O clima, que até então era de comemoração, se transformou em tensão. Durante a dispersão, houve correria, e diversos torcedores relataram desconforto devido ao gás lacrimogêneo. Além disso, tiros com balas de borracha foram ouvidos nas imediações do encerramento do trajeto.
Antes desse episódio mais grave, outra confusão já havia sido registrada nas proximidades do trio elétrico. A movimentação intensa de torcedores gerou um princípio de desordem, e o atacante Pedro chegou a intervir usando o microfone: “Pessoal, calma aí, vamos com tranquilidade!”, pediu o jogador, tentando amenizar os ânimos.
Simultaneamente, a presença de torcedores em marquises ao longo das ruas preocupou as autoridades. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, utilizou as redes sociais para fazer um apelo: “Queridos flamenguistas, saiam de cima das marquises e outras estruturas que não foram feitas para suportar esse peso. Celebrem com responsabilidade!”.
Embora a estimativa inicial fosse de até 500 mil pessoas, a Polícia Militar calculou um público rotativo superior a 250 mil torcedores durante o evento. A concentração aconteceu na Rua Primeiro de Março, e o desfile seguiu até a altura da Rua Araújo Porto Alegre.
Além dos confrontos, houve registros pontuais de problemas de saúde, como torcedores passando mal por conta do calor e da aglomeração. Uma criança também se feriu levemente com fogos de artifício, segundo testemunhas ouvidas no local.
Assim, a festa que começou com clima de euforia pelo título continental terminou de maneira conturbada, exigindo ação direta da segurança pública para garantir a ordem na cidade.
















