Bruno Spindel, Pedro Rocha e Marcos Braz na apresentação oficial do jogador (Foto: Felipe Schmidt)

Em entrevista à FlaTV na noite deste domingo, o atacante Pedro Rocha falou sobre o dilema de ser jogador-torcedor do Flamengo. Apesar de ter sido sempre um tema tabu no futebol, cada vez mais jogadores, especialmente no Rubro-Negro, estão perdendo o pudor de revelar suas emoções ao vestirem a camisa de seus times do coração.

O Flamengo contratou seis reforços para a temporada 2020, Gustavo Henrique, Léo Pereira, Michael, Pedro, Thiago Maia e Pedro Rocha. Desses, os três últimos assumirem serem torcedores do clube na infância e admitiram a emoção ao vestirem o manto rubro-negro.

“Quando eu virei profissional, eu tinha muito isso na minha mente. Que eu não poderia mais ser aquele torcedor, do Flamengo, digamos. Porque a gente, querendo ou não, não é sempre que vai jogar no time do coração”, disse Pedro Rocha.

“Então, quando cheguei no Ninho, foi realmente emocionante. Passa um filme na sua cabeça . Volta toda aquela história de que um dia eu torci por aquele clube, torci na minha infância. E isso foi muito gratificante, porque através do meu trabalho, do meu esforço, e é lógico com as bençãos de Deus e todo apoio da minha família, eu consegui estar um dia vestindo a camisa do clube que eu sempre sonhei”, completou.

Capixaba de Vila Velha, Pedro Rocha vem de uma família de torcedores do Flamengo. Seu início de carreira, entretanto, foi bem longe do Rio de Janeiro. Ele começou a carreira profissional no Diadema, em São Paulo, em 2011. Passou pelo Juventus e chegou ao Grêmio em 2015.

Dois anos depois, foi negociado com o Spartak Moscou, na Rússia, que ainda detém seus direitos econômicos. Ano passado foi emprestado ao Cruzeiro.

“Foi cair a ficha mesmo quando eu estava lá no Ninho assinando o contrato. E foi aonde veio a emoção e foi muito importante pra mim isso. Pra minha família também. E até um fato interessante que acabou me emocionando bastante. Quando a gente estava na sala pra assinar o contrato, meu pai pegou o contrato na mão e começou a chorar. Esse foi um fato diferente. Eu nunca tinha visto isso na minha carreira. Meu pai vendo o filho dele realizar o sonho de estar jogando no time do coração”, revelou.

Entrar para a história do Flamengo

Pedro Rocha foi o reforço que menos oportunidades recebeu em 2020. O elenco principal disputou 12 partidas na temporada e o atacante só esteve em uma, pelo Campeonato Carioca. Segundo Jorge Jesus, o jogador estava defasado em relação ao elenco na questão física e demorou a entrar em forma.

O atacante de 25 anos não se abala e acredita que terá a oportunidade de mostrar seu trabalho. Ele também está otimista com relação ao sucesso da equipe este ano.

“Todo jogador pensa em ficar para a história de um clube, ainda mais um clube gigante como é o Flamengo. Então a gente sabe que é uma luta diária, e pra chegar a fazer história num clube não é de um dia pro outro. Mas a gente tem total noção e capacidade de esse ano fazer novamente o que todos aqueles fizeram ano passado. De fazer um grande ano e, como falei, entrar para a história do Flamengo novamente”, concluiu.

A paralisação do futebol por conta da pandemia do coronavírus ainda não tem data para terminar. Os clubes da Série A do Brasileiro concederam férias coletivas a seus jogadores até o dia 20 de abril. Por enquanto, não há indicações de que será possível a reapresentação dos atletas no final deste mês.

Retirado de: Gazeta Esportiva

2 COMENTÁRIOS

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here