Candidato à presidência do Flamengo tem histórico de polêmicas

Rodrigo Dunshee e Rodolfo Landim (Foto: Agência Foto BR)
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Na noite de terça-feira (18), um jantar em um restaurante da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, marcou um importante anúncio para o futuro do Flamengo. O presidente Rodolfo Landim revelou seu candidato para a próxima eleição do clube, após seis anos no cargo. O escolhido foi Rodrigo Dunshee de Abranches, atual vice-presidente geral e jurídico.

A decisão de Landim surgiu após um período de incertezas sobre quem seria o representante da situação. Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente do Conselho de Administração, era uma alternativa considerada. Entretanto, a escolha de Dunshee gerou divisões entre os aliados de Landim, especialmente entre os sócios que apoiam Bap, que deve se candidatar como oposição.

Até o momento, Maurício Gomes de Mattos, ex-vice-presidente de embaixadas e consulados do Flamengo, é o único a se lançar oficialmente como pré-candidato. A eleição está marcada para dezembro, prometendo um cenário político agitado no clube. Dunshee, por sua vez, tem uma longa trajetória na política do Flamengo, mas sua candidatura não está livre de controvérsias.

Rodrigo Dunshee, vice-presidente geral do Flamengo (Foto: Paula Reis/Flamengo)

Como vice-presidente jurídico do Flamengo, Rodrigo Dunshee teve um papel central nas negociações de indenizações para as famílias das vítimas do incêndio no Ninho do Urubu. Contudo, ele enfrentou críticas por sua abordagem. As famílias acusaram Dunshee de pouca sensibilidade e dedicação ao caso, destacando que ele frequentemente saía de reuniões devido a compromissos mais importantes. O departamento jurídico, sob sua liderança, lutou contra o pagamento de pensões mensais às famílias, inclusive argumentando que as chances de um dos jovens se tornar jogador profissional eram “muitíssimo remotas”. Em fevereiro de 2020, em depoimento à CPI sobre o assunto na Alerj, Dunshee admitiu que faltou ao Flamengo um “olhar humano” no caso.

Outra polêmica envolvendo Dunshee ocorreu quando ele defendeu Marcos Braz, vice-presidente do Flamengo, em um episódio de agressão a um torcedor. Dunshee alegou que Braz era a vítima, classificando o incidente como uma “armação”. No entanto, a Justiça considerou Braz réu pela agressão e não aceitou a queixa contra o torcedor. Braz evitou a condenação ao chegar a um acordo com a vítima.

Durante a última Copa do Mundo, Dunshee também se envolveu em uma controvérsia ao criticar Tite, então técnico da Seleção Brasileira, nas redes sociais. Ele insinuou que a Seleção só precisava de um bom técnico para ser campeã, sugerindo que Tite não estava à altura do cargo. Dunshee apagou os tweets menos de um ano depois, durante a negociação do Flamengo para contratar Tite como treinador, chegando a levar seu filho para conhecer o técnico no Ninho do Urubu.